Em 1996, a Justiça Eleitoral brasileira implantou a urna eletrônica, iniciando uma transformação que alterou radicalmente a forma de votar e apurar resultados no país. Três décadas depois, o sistema se consolidou como referência mundial em votação eletrônica, reduzindo o tempo de apuração e eliminando fraudes típicas do modelo em papel.
Para as Eleições Gerais de 2026, a Justiça Eleitoral projeta a participação de mais de 158 milhões de brasileiras e brasileiros. O secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Júlio Valente, ressaltou que “Os eleitores podem ter a segurança de que o voto registrado na urna eletrônica é exatamente o voto considerado na apuração”.
Antes da digitalização, o voto em papel convivia com práticas como a “urna grávida”, o “voto formiguinha” e o “eleitor fósforo”, que permitiam manipulações em todas as etapas do processo. Valente afirmou que “A urna eletrônica permitiu digitalizar etapas críticas do processo eleitoral e eliminar fragilidades que existiam no modelo manual. Um projeto bem-sucedido, 30 anos e nenhuma única prova ou evidência de fraude ocorreu nas etapas que envolvem o processo eleitoral brasileiro realizado pela urna eletrônica”.
O sistema evolui continuamente, incorporando recursos de acessibilidade – teclado tátil, sintetizador de voz e intérprete de Libras – e passando por auditorias rigorosas, como o Teste Público de Segurança (TPS) realizado em 2021, 2023 e 2025. Valente destacou que “A cada ano são feitas melhorias ou no software ou no hardware da urna eletrônica. Para isso, contamos com a própria sociedade brasileira que se faz representar por meio das entidades fiscalizadoras e por meio das investigadoras e dos investigadores que atuam no teste público de segurança”.
Com 30 anos de operação sem comprovação de fraude capaz de alterar resultados, a urna eletrônica é celebrada como “um patrimônio da sociedade e da nação brasileira. Um orgulho nacional”, segundo o secretário, reforçando seu papel como símbolo da democracia moderna no Brasil.