Com a aproximação das eleições de 2026, a infraestrutura tecnológica da Justiça Eleitoral é destacada como essencial para a segurança do processo democrático no Brasil. A biometria é uma das principais ferramentas que asseguram a integridade do voto.
Em entrevista ao portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o secretário de Tecnologia da Informação, Júlio Valente, explicou que a totalização dos votos no Brasil é um processo público e descentralizado, realizado na própria seção eleitoral. ‘A urna eletrônica brasileira é um projeto de engenharia desenvolvido para a sociedade brasileira e, em 30 anos, não houve evidências de fraude’, afirmou.
Valente destacou que a biometrização garante que apenas o eleitor possa votar, com a possibilidade de um mesário liberar a votação em casos excepcionais. A urna eletrônica já fornece resultados apurados no local, com boletins impressos que ficam disponíveis para fiscalização.
Sobre a segurança da transmissão dos dados, o secretário esclareceu que as urnas não têm conexão com a internet. Após o fechamento das seções, um pendrive com os resultados é enviado ao TSE por meio de um canal criptografado, onde são realizadas verificações rigorosas antes da totalização.
O TSE também se posicionou contra a necessidade do voto impresso, citando uma decisão do Supremo Tribunal Federal que considerou a proposta inconstitucional. Valente ressaltou que o sistema atual é auditável e que, em caso de contestação, é possível realizar recontagens desde que apresentadas evidências plausíveis.
Por fim, o secretário reafirmou que o sistema eleitoral brasileiro é um dos mais seguros e modernos do mundo, incentivando a participação da sociedade na fiscalização do processo.
