Santa Catarina registrou o maior saldo de empregos com carteira assinada no comércio atacadista de mercadorias em geral (não especializado) no primeiro semestre de 2026. Foram 863 novas vagas, conforme dados do Novo Caged divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
O número representa alta de 16% em relação ao mesmo período do ano anterior, em um cenário de desaceleração em parte da economia catarinense, especialmente no varejo e nos serviços às famílias. O desempenho foi puxado por municípios como São José, Palhoça, Concórdia, Chapecó, Braço do Norte, Tubarão, Joinville, São Bento do Sul e Rio do Sul.
Para o presidente da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc), Elson Otto, a diversificação econômica e o mercado consumidor fortalecido explicam o resultado. “Santa Catarina tem uma economia diversificada e um mercado consumidor fortalecido, o que ajuda a explicar esse desempenho do comércio atacadista. Mesmo em um cenário de desaceleração da atividade econômica, o Estado mantém capacidade de gerar empregos porque conta com empresas competitivas, renda acima da média nacional e um ambiente empreendedor presente em todas as regiões”, afirma.
O avanço acompanha tendência nacional de fortalecimento do setor nas regiões Sul e Nordeste, que concentraram mais de 60% das aberturas líquidas de lojas do segmento em 2025, segundo o Itaú BBA. A mudança no comportamento de consumo, com queda nos preços de alimentos para consumo doméstico e alta na alimentação fora de casa, também favoreceu o atacado.
Com o resultado, Santa Catarina ficou em terceiro lugar no ranking nacional de empregos em todo o setor atacadista, com saldo de 2,6 mil vagas, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro. O crescimento do trabalho via PJ e informal tem sustentado a renda das famílias, e o Estado mantém renda média 16% acima da nacional, o que contribui para o dinamismo do comércio e a geração de empregos.