Justiça Eleitoral operará 563.910 urnas eletrônicas para atender mais de 158,7 milhões de eleitores nas eleições gerais de 2026, com votação prevista para 4 de outubro (primeiro turno) e 25 de outubro (possível segundo turno).
Serão utilizados quatro modelos de urna (UE): UE2022, UE2020, UE2015 e UE2013. Conforme as Eleições Municipais de 2024, 77% dos equipamentos são dos modelos mais recentes (UE2022 e UE2020). A distribuição de cada modelo é definida pelos 27 Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) de acordo com as necessidades de cada zona eleitoral.
O modelo UE2022, fabricado em 2023, é quase idêntico ao UE2020, apresentando apenas pequenas alterações no design do gabinete, melhorias no processamento, teclado sensível ao toque para o mesário e reforço na segurança.
Fabricada em 2021, a UE2020 tem capacidade de processamento 18 vezes maior que a UE2015, inclui tela sensível ao toque para o mesário e conta com certificação ICP‑Brasil do perímetro criptográfico do hardware.
A UE2015, produzida a partir de 2016, introduziu QR Codes nos Boletins de Urna, o aplicativo “Boletim na Mão” e a terceira edição do Teste Público de Segurança (TPS) em 2016. Já a UE2013, lançada em 2014, trouxe aprimoramentos ao sistema operacional Uenux, sobretudo no tratamento da criptografia, que foram incorporados nos modelos subsequentes.
As urnas eletrônicas funcionam exclusivamente com os programas desenvolvidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Após aprovação no TPS, os softwares são assinados digitalmente e lacrados em cerimônia pública na sede do TSE, em Brasília. O código‑fonte das urnas está aberto para inspeção desde 2 de outubro de 2025 e permanecerá disponível até 4 de setembro de 2026, data da cerimônia de assinatura digital e lacração dos sistemas eleitorais para as eleições de 2026.