sábado, 31 de outubro de 2026
Postado emSanta Catarina, Vida e Saúde

UFSC realiza expedição científica para estudar impactos do El Niño

Publicidade
UFSC realiza expedição científica para estudar impactos do El Niño
UFSC realiza expedição científica para estudar impactos do El Niño

Entre os dias 26 e 30 de outubro, pesquisadores de diversas instituições do Brasil participarão de uma expedição científica em Santa Catarina, com o intuito de coletar algas e comparar a diversidade atual com registros históricos. Coordenada pelo professor Paulo Horta, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a expedição faz parte do projeto Algas & Clima, vinculado ao Programa Fapesp para o Atlântico Sul e Antártica (Proasa).

A expedição utilizará o Veleiro Expedições Científicas Oceanográficas (ECO) da UFSC, que levará os pesquisadores a pontos de mergulho na Reserva Biológica Marinha do Arvoredo, um local considerado um “santuário” para a biodiversidade marinha. A professora Mutue Toyota Fujii, do Instituto de Pesquisas Ambientais (IPA), destaca que a equipe revisitará bancos de algas com registros de 40 a 50 anos para verificar possíveis mudanças na diversidade e na quantidade de algas.

As coletas ocorrerão nas ilhas do Arvoredo, Deserta e das Galés, com o objetivo de identificar espécies, incluindo aquelas ameaçadas e possíveis novas para a ciência. Horta explica que essa identificação permitirá mapear áreas vulneráveis e refúgios para a biodiversidade, contribuindo para a gestão costeira e ações de adaptação às mudanças climáticas.

A expedição também considerará as variações sazonais que influenciam a presença das algas. A época da coleta é crucial para observar as espécies que se desenvolvem em condições de temperatura mais baixa, conhecidas como “sinal de inverno”.

A equipe, composta por especialistas e mergulhadores, realizará coletas em profundidades de até 30 metros. Os pesquisadores tomarão cuidado para coletar pequenas quantidades de algas, garantindo a preservação das populações.

Após a coleta, as amostras serão analisadas em laboratórios parceiros, onde a equipe continuará o trabalho de triagem e preparação das algas. As decisões tomadas nessa fase poderão influenciar as coletas subsequentes.

Os dados obtidos na expedição contribuirão para pesquisas acadêmicas e serão compartilhados com pescadores, maricultores e comunidades escolares, promovendo um diálogo sobre a importância da biodiversidade marinha e suas implicações para a atividade pesqueira.

O grupo utilizará o aplicativo Cientistas do Mar para registrar informações de campo e monitorar a qualidade ambiental, visando um diagnóstico das áreas visitadas e apoio às atividades de extensão na região.

Compartilhar: WhatsApp Facebook X LinkedIn
📬
Fique por dentro de Santa Catarina Receba as principais notícias no seu e-mail, gratuitamente.


    ← Anterior Gabriel Medina é vice-campeão em Peniche e avança no ranking mundial Próxima → Mais Médicos Especialistas abre 224 vagas imediatas até 29 de outubro