sexta-feira, 09 de outubro de 2026
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UFSC e universidade norueguesa lançam plataforma para monitorar Super El Niño

UFSC e universidade norueguesa lançam plataforma para monitorar Super El Niño
UFSC e universidade norueguesa lançam plataforma para monitorar Super El Niño
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A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está envolvida em uma nova iniciativa para monitorar o Super El Niño, um fenômeno climático que causa extremos climáticos em várias regiões do Brasil. O projeto, chamado Climate News Watch, é um painel interativo e gratuito desenvolvido em parceria com pesquisadores da Universidade de Bergen e do Bjerknes Centre for Climate Research, na Noruega.

Coordenado pela professora Regina Rodrigues, especialista em clima e El Niño, o painel permite que usuários acompanhem diariamente como a imprensa mundial reporta os efeitos do fenômeno. “Apenas hoje, com essa tecnologia, a gente consegue fazer esse tipo de levantamento. Não existe nada parecido”, afirma a professora.

O sistema analisa milhares de manchetes sobre eventos climáticos como enchentes, secas e ciclones, em mais de cem idiomas. Uma inteligência artificial traduz e classifica as informações, criando um Termômetro das Notícias que mede o tom da cobertura da mídia. Quanto mais alarmantes as manchetes, maior é o índice.

Além disso, o painel compara os dados da mídia com informações do Global Disaster Awareness and Coordination System da ONU, permitindo que os usuários vejam a relação entre a cobertura da mídia e os desastres reais. O sistema também integra dados climáticos, como temperatura do mar e precipitação, em uma linha do tempo que mostra a evolução das notícias e do clima.

O projeto visa criar um banco de dados que reúne informações sobre os impactos sociais e econômicos do Super El Niño, que geralmente são estudados de forma isolada. Essa base de dados permitirá responder a perguntas sobre investimentos governamentais e os efeitos na saúde e na economia das populações afetadas.

Regina destaca que, mesmo após o término do El Niño, a plataforma continuará a ser útil. “A coleta desses dados pode gerar uma ciência mais avançada e com muita importância para a sociedade”, conclui.

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