O pró-reitor de Planejamento e Orçamento da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Vladimir Fey, apresentou ao Conselho Universitário (CUn) um panorama do orçamento da instituição para 2026. A reunião, realizada nesta terça-feira, 29 de setembro, foi acompanhada pela comunidade pelo canal do CUn no Youtube.
Durante a apresentação, Fey contextualizou a elaboração do orçamento das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) e detalhou a distribuição dos recursos entre despesas obrigatórias, discricionárias e emendas parlamentares. Ele destacou que a maior parte do orçamento é destinada a despesas obrigatórias, que incluem salários, encargos sociais e aposentadorias.
O orçamento da UFSC, conforme a Lei Orçamentária nº 15.346, sancionada em 14 de janeiro de 2026, totaliza cerca de R$ 2,3 bilhões, dos quais apenas R$ 175 milhões podem ser geridos pela universidade. Fey esclareceu que essa quantia destinada ao pagamento de pessoal inclui também aposentados, o que muitas vezes gera confusão.
As despesas discricionárias totalizam cerca de R$ 233 milhões e se dividem em custeio, capital e receitas próprias. O pró-reitor alertou que os R$ 3,5 milhões recebidos para benfeitorias na infraestrutura da universidade são insuficientes para atender às necessidades.
Fey também mencionou que as emendas parlamentares têm destinação definida, o que limita a discricionariedade da universidade na execução desses recursos. Em 2025, a UFSC arrecadou aproximadamente R$ 47 milhões em receitas próprias, essenciais para a assistência estudantil.
O pró-reitor apresentou a evolução do orçamento nos últimos cinco anos, que cresceu cerca de 32%, mas ainda é considerado insuficiente para atender às demandas da universidade. Ele defendeu, em reunião com o secretário de Educação Superior, a duplicação dos recursos discricionários destinados às universidades federais.
Fey finalizou ressaltando que a liberação do orçamento ocorre de forma periódica, conforme decretos do governo federal, e que a gestão está buscando soluções para enfrentar a crescente dívida de despesas de exercícios anteriores, priorizando o pagamento das bolsas estudantis.
