No último sábado, 26 de setembro, Florianópolis participou de uma mobilização nacional para conscientizar sobre o retinoblastoma e o câncer infantojuvenil. A ação, chamada De Olho nos Olhinhos, ocorreu em frente à Emergência do Hospital Infantil Joana de Gusmão (HIJG) e fez parte das atividades do Setembro Dourado, mês dedicado ao diagnóstico precoce do câncer na infância e adolescência.
O evento teve como objetivo informar as famílias sobre os sinais e sintomas associados ao retinoblastoma e a outros tipos de câncer que afetam crianças e adolescentes. Aumentar o conhecimento da população é essencial para reduzir o tempo entre a identificação de um sinal suspeito e a busca por avaliação médica.
O retinoblastoma é o câncer intraocular mais comum na infância, afetando principalmente crianças de 0 a 5 anos. A detecção precoce e o tratamento imediato aumentam as chances de cura e preservação da visão. Sinais de alerta incluem a leucocoria, que é um reflexo branco na pupila, e o surgimento repentino de estrabismo. Qualquer alteração nos olhos da criança deve ser avaliada por um médico imediatamente.
Recomenda-se que toda criança passe por uma avaliação oftalmológica no primeiro ano de vida, além do Teste do Reflexo Vermelho (Teste do Olhinho) no período neonatal, para facilitar o diagnóstico precoce do retinoblastoma e de outras doenças oculares.
A campanha também destacou sinais de alerta de outros cânceres infantojuvenis, como palidez incomum, sangramentos sem causa aparente, dores persistentes em ossos ou membros, aumento de gânglios e alterações no crescimento ou desenvolvimento puberal.
A iniciativa De Olho nos Olhinhos foi criada pelos jornalistas Tiago Leifert e Daiana Garbin após o diagnóstico de retinoblastoma da filha e visa aumentar a conscientização sobre a importância de observar a saúde ocular das crianças desde os primeiros meses de vida.
Em Santa Catarina, a atividade foi organizada pela Sociedade Catarinense de Pediatria (SCP), em parceria com o Departamento de Pediatria da UFSC, o HIJG, a Associação dos Voluntários do HIJG (AVOS), entre outros. A coordenação científica ficou a cargo da professora Denise Bousfield da Silva, referência na área de hematologia e oncologia pediátrica.
Os organizadores destacaram que a participação do Departamento de Pediatria e dos alunos de Medicina da UFSC reforça a missão da universidade de unir formação acadêmica, cuidado assistencial e responsabilidade social, levando informações confiáveis às famílias e contribuindo para a redução do tempo entre o primeiro sintoma e a busca por atendimento médico.
