Uma nova tecnologia de aplicação de 1-MCP, desenvolvida pelo Laboratório de Fisiologia e Tecnologia Pós-Colheita da Udesc em Lages, demonstrou eficácia na conservação de maçãs das cultivares Galaxy e Fuji Suprema, com resultados que podem beneficiar produtores rurais de Mato Grosso.
Os experimentos mostraram que a aplicação do gás gerado externamente às câmaras de armazenamento preservou as características de qualidade dos frutos e diminuiu as perdas causadas por podridões e distúrbios fisiológicos durante o armazenamento, que pode durar até oito meses.
O estudo utilizou o produto Fysium®, à base de 1-MCP, que atua retardando o amadurecimento das maçãs ao interferir na resposta ao etileno, um hormônio vegetal responsável por processos de amadurecimento. O diretor do projeto, Cristiano André Steffens, destacou que a instalação externa do equipamento permite monitorar a aplicação em tempo real e realizar ajustes durante o armazenamento.
Os testes foram realizados em um pomar comercial de São Joaquim, comparando diferentes condições de armazenamento. Os resultados mostraram que a aplicação do 1-MCP reduziu a produção de etileno e a taxa respiratória das maçãs, mantendo sua firmeza e crocância, além de aumentar os teores de sólidos solúveis e acidez titulável.
A pesquisa também apontou que a entrada de novas opções de 1-MCP no mercado pode beneficiar pequenos armazenadores, reduzindo custos e aumentando a concorrência. O estudo, que surgiu de uma demanda da Aruá Comércio e Serviços Ltda., reflete a importância da pesquisa aplicada para o setor produtivo de maçãs em Santa Catarina.
