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terça-feira, 01 de setembro de 2026
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Palestra encerra Dia do Patrimônio Cultural em Jaraguá do Sul com debate sobre preservação

Palestra encerra Dia do Patrimônio Cultural em Jaraguá do Sul com debate sobre preservação
Palestra encerra Dia do Patrimônio Cultural em Jaraguá do Sul com debate sobre preservação
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Palestra institucional realizada no dia 19 de agosto, no auditório da Arena Jaraguá, no bairro Nova Brasília, marcou o encerramento da programação do Dia do Patrimônio Cultural em Jaraguá do Sul. O encontro reuniu gestores públicos, profissionais da área de patrimônio, conselheiros, pesquisadores e representantes da sociedade civil.

A atividade contou com a participação da superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em Santa Catarina (IPHAN/SC), Regina Helena Meirelles Santiago, responsável pela exposição técnica. A mediação foi conduzida por Caroline Coelho Michalak.

Durante a palestra, foram apresentados aspectos históricos e conceituais relacionados à preservação do patrimônio cultural, desde as origens dos termos “patrimônio” e “herança” até a evolução das políticas públicas de proteção no Brasil.

Regina Helena destacou a trajetória da legislação de salvaguarda, com início na criação do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em 1937, e a consolidação do instrumento do tombamento. A apresentação também abordou a ampliação do conceito de patrimônio ao longo das décadas, incluindo monumentos arqueológicos, bens ferroviários, diversidade linguística, documentos e sítios quilombolas.

Outro destaque foi a Constituição Federal de 1988, especialmente o artigo 216, que ampliou a definição de patrimônio cultural brasileiro ao contemplar tanto bens de natureza material quanto imaterial.

A superintendente também explicou o funcionamento do Decreto nº 3.551/2000 e do Programa Nacional do Patrimônio Imaterial (PNPI), estruturados a partir de ações de identificação, reconhecimento, salvaguarda e fomento.

Foram apresentados os quatro livros de registro oficiais do patrimônio imaterial: Saberes, Celebrações, Formas de Expressão e Lugares.

O processo para o reconhecimento de um bem cultural também foi detalhado, desde o requerimento e a análise de pertinência até a produção de estudos técnicos e documentação audiovisual, avaliação pelo Conselho Consultivo, elaboração do Plano de Salvaguarda e revalidações periódicas.

A palestra ainda ressaltou a importância do Inventário Nacional de Referências Culturais (INRC) e apresentou exemplos de patrimônios culturais catarinenses, como os Engenhos de Farinha, a Renda de Bilro, a Pesca com o Boto, a Procissão do Senhor dos Passos, a Ilha do Campeche e o Kochkäse.

A descentralização das políticas de preservação também esteve entre os temas abordados. A apresentação destacou os Compromissos de Brasília, de 1970, e de Salvador, de 1971, como marcos nesse processo, que posteriormente avançou para uma atuação integrada entre União, Estados e Municípios por meio do Sistema Nacional do Patrimônio Cultural (SNPC).

No âmbito catarinense, foi destacada a criação da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), em 1979, além da legislação estadual relacionada ao tombamento.

Em relação a Jaraguá do Sul, o encontro ressaltou a estrutura normativa existente no município para a proteção e valorização do patrimônio cultural, incluindo as políticas voltadas ao patrimônio imaterial.

Ao final da atividade, foi reforçada a importância de compreender a preservação cultural para além do tombamento de prédios, documentos e outros bens físicos. A gestão do patrimônio envolve também a participação das comunidades que mantêm vivas determinadas tradições, além da realização de inventários técnicos e da cooperação entre os diferentes níveis de governo.

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