sábado, 22 de agosto de 2026
Postado emSanta Catarina, Tecnologia

Projeto da UFSC utiliza IA para análise de solo e plantas

Publicidade
Projeto da UFSC utiliza IA para análise de solo e plantas
Projeto da UFSC utiliza IA para análise de solo e plantas

O professor Alexandre ten Caten, do Departamento de Agricultura, Biodiversidade e Florestas da UFSC em Curitibanos, desenvolveu um projeto que utiliza sensores para coletar dados sobre solo e plantas, alimentando sistemas de inteligência artificial. O objetivo é gerar informações digitais que possam ser usadas para analisar a qualidade do solo e o crescimento das plantas.

A pesquisa, intitulada From Spectra to Soil Intelligence: Hyperspectral Sensing for AI-Driven Agriculture, é realizada no Laboratório de Sensoriamento, Inovação e Geoprocessamento (Sengis) e abrange três projetos principais. O sensmyN, financiado pela Fundação Bill e Melinda Gates, visa medir rapidamente a fixação biológica de nitrogênio em campo. O SensNexus utiliza sensores para detectar poluição por plásticos em solos, enquanto o i-Vitis, em parceria com a vinícola Berto & Aguiar, combina dados de sensores com inteligência artificial para otimizar a agricultura.

Alexandre iniciou o projeto ao perceber a escassez de dados precisos na agricultura com o uso de IA. A pesquisa pode contribuir para reduzir a poluição dos recursos hídricos e minimizar o impacto de fungos nas plantas.

O uso de sensores hiperespectrais permite capturar luz em várias bandas, reduzindo a dependência de análises químicas tradicionais em até 90%. As análises químicas seriam necessárias apenas em 10% das amostras, o que pode diminuir custos para os agricultores e melhorar a eficiência da adubação.

O professor destacou que a infraestrutura foi um desafio, devido à falta de laboratórios no campus. “Temos buscado financiamento de diferentes fontes para superar as dificuldades”, afirmou.

A pesquisa alcançou o Nível de Prontidão Tecnológica 6 (TRL 6), indicando que a tecnologia já foi testada com sucesso em condições reais. O professor também mencionou que avançar para níveis mais altos, como TRL 8 e 9, requer parcerias sólidas com a indústria.

Nos dias 25 e 26 de agosto, Alexandre apresentará seu trabalho no Connections to Sustain Science in Latin America Symposium 2026, em São Paulo, onde espera estabelecer colaborações internacionais e oportunidades para estudantes.

📬 Receba as notícias de MT no seu e-mail

Cadastre-se gratuitamente e receba os destaques da semana


    Compartilhar: WhatsApp Facebook X LinkedIn
    📬
    Fique por dentro de Santa Catarina Receba as principais notícias no seu e-mail, gratuitamente.


      ← Anterior UFSC é a 7ª melhor universidade do Brasil no Ranking Mundial de 2026 Próxima → Professores selecionados formarão rede de apoio ao Enem 2026