sábado, 22 de agosto de 2026
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Desmatamento na Mata Atlântica cai 15,32% e atinge menor nível da série histórica

Desmatamento na Mata Atlântica cai 15,32% e atinge menor nível da série histórica
Desmatamento na Mata Atlântica cai 15,32% e atinge menor nível da série histórica
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O desmatamento na Mata Atlântica caiu 15,32% entre agosto de 2024 e julho de 2025, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgados em 7 de agosto. Foram suprimidos 402,36 km² de vegetação nativa no período, o equivalente a cerca de 40,2 mil hectares, o menor valor registrado desde o início do monitoramento, em 2001.

Os números fazem parte do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), que agora também é usado para acompanhar a supressão da vegetação em todos os biomas brasileiros. Os resultados foram apresentados durante a celebração dos 65 anos do instituto, em São José dos Campos (SP).

Além da Mata Atlântica, houve redução do desmatamento na Caatinga e no Pampa. Na Caatinga, a área desmatada caiu de 3.484 km² para 2.289,54 km², uma queda de 34,3%. No Pampa, foram registrados 305,48 km², uma redução de 41,7%, também o menor valor para o bioma.

Apesar da queda, os dados históricos mostram a pressão sobre o bioma. Minas Gerais e Bahia concentram as maiores áreas acumuladas de supressão, seguidas pelos três estados do Sul. Minas Gerais aparece com 14.904,48 km² (23,17% do total), Bahia com 14.110,08 km² (21,93%), Rio Grande do Sul com 7.042,31 km² (10,95%), Santa Catarina com 6.763,77 km² (10,51%) e Paraná com 6.612,80 km² (10,28%).

Para Carolina Schäffer, vice-presidente da Apremavi, a tendência de queda precisa se tornar um compromisso permanente. “Precisamos transformar essa tendência de queda em um compromisso permanente, fortalecendo a fiscalização e as políticas públicas e, paralelamente, ampliando a restauração das áreas que já foram alteradas. Reduzir o desmatamento e dar escala à restauração precisam caminhar juntos”, afirma.

Os dados completos do Prodes podem ser consultados na plataforma TerraBrasilis, do INPE.

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