sábado, 22 de agosto de 2026
Postado emAgro, Santa Catarina

Mercado de terneiros em SC valoriza 19% no 1º semestre de 2026

Mercado de terneiros em SC valoriza 19% no 1º semestre de 2026
Mercado de terneiros em SC valoriza 19% no 1º semestre de 2026
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O mercado catarinense de terneiros encerrou o primeiro semestre de 2026 com valorização de aproximadamente 19% nos preços dos animais de desmama, em comparação ao mesmo período de 2025. Este é o segundo ano consecutivo de alta, após três anos de retração, conforme levantamento do Grupo de Melhoramento Genético (GMG) da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), com apoio da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc).

Entre janeiro e junho, foram realizados 85 leilões, número ligeiramente superior aos 82 do primeiro semestre de 2025. As regiões Oeste e Planalto concentraram o maior número de eventos, com 27 leilões cada. No Planalto, houve crescimento de 18,52% em relação ao ano anterior, enquanto o Oeste manteve o mesmo quantitativo. O Meio Oeste registrou um evento a menos, e o Norte Catarinense contabilizou seis leilões. No Vale do Itajaí, não houve eventos no período.

De acordo com o professor Diego de Córdova Cucco, responsável pelo GMG, os leilões de desmama concentram-se principalmente entre março e maio, com abril consolidado como o mês de maior realização. “Ao observarmos a distribuição mensal dos leilões, notamos que há uma maior concentração de eventos nos meses de março, abril e maio, consolidando, nos últimos anos, abril como o mês de maior realização de leilões de desmama em nosso Estado”, destacou.

Os preços apresentaram tendência linear de crescimento entre janeiro e abril, tanto para machos quanto para fêmeas. Ao final da temporada, o preço médio dos machos atingiu R$ 16,01 por quilo de peso vivo, enquanto as fêmeas foram comercializadas a R$ 15,47 por quilo. A diferença entre as categorias foi pequena, com os machos mantendo valores ligeiramente superiores, possivelmente devido à demanda por recria e engorda.

Fatores externos, como conflitos geopolíticos, tarifas comerciais, cotas e ocorrências sanitárias, como a febre aftosa na China, aumentaram as incertezas na cadeia produtiva. Esses eventos podem impactar os custos de produção, as exportações e os preços internos, afetando diretamente os pecuaristas catarinenses e brasileiros.

Para o presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, os resultados demonstram a força da pecuária catarinense. “O crescimento dos valores dos terneiros é um indicativo importante para os pecuaristas, especialmente depois de um período de retração. Esse cenário reforça a necessidade de continuarmos investindo em genética, sanidade, gestão e eficiência produtiva. A Faesc seguirá apoiando iniciativas que gerem informações confiáveis e contribuam para que os produtores possam tomar decisões mais seguras, fortalecer seus negócios e ampliar a competitividade da pecuária de Santa Catarina”.

No segundo semestre, o GMG iniciará a divulgação dos dados dos leilões de reprodutores, que poderão ser acompanhados pelo perfil do grupo no Instagram (@gmg_udesc), rádios parceiras e site do Sistema Faesc/Senar.

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