A Dívida Pública Federal (DPF) alcançou R$ 9,033 trilhões em maio, uma alta de 2,66% em relação a abril, quando estava em R$ 8,798 trilhões. Esse aumento foi impulsionado pela forte emissão de títulos vinculados à Taxa Selic (juros básicos da economia).
De acordo com o Tesouro Nacional, a Dívida Pública Mobiliária interna (DPMFi) também apresentou crescimento, passando de R$ 8,462 trilhões em abril para R$ 8,692 trilhões em maio, uma variação de 2,72%. A emissão de títulos da DPMFi atingiu R$ 166,23 bilhões em maio, um volume recorde.
A Dívida Pública Federal externa (DPFe) subiu 1,28% no mesmo período, passando de R$ 335,88 bilhões para R$ 340,49 bilhões. O principal fator para essa alta foi a valorização do dólar em relação ao real.
O colchão da dívida pública, uma reserva financeira usada em momentos de turbulência, aumentou de R$ 1,091 trilhão em abril para R$ 1,211 trilhão em maio. Esse aumento foi resultado das emissões superiores aos resgates no mês.
A composição da DPF variou, com os papéis vinculados à Selic atraindo mais investidores devido aos juros altos. A participação dos não residentes na Dívida Pública Federal interna caiu para 9,14%, refletindo a tensão no mercado financeiro.