Em 24 de junho, celebra-se o Dia Nacional da Araucária, árvore emblemática da Mata Atlântica que enfrenta sérios riscos de extinção. Conhecidas como ‘dinossauros vivos’, as araucárias evoluíram há cerca de 250 milhões de anos e são essenciais para a biodiversidade do ecossistema.
Atualmente, restam apenas cerca de 3% da cobertura original da Floresta com Araucárias em Santa Catarina, onde a Araucaria angustifolia predominava. A exploração madeireira e a degradação ambiental colocaram essas árvores centenárias em perigo, com poucas sobreviventes, muitas delas com ‘defeitos’ que as protegeram da exploração.
Após décadas de luta, o corte e a derrubada de araucárias foram proibidos, permitindo o início de um processo de regeneração. A Coordenadora de Políticas Públicas da Apremavi, Miriam Prochnow, destaca a importância dessas árvores como testemunhas de uma história rica e a necessidade de proteção e restauração da floresta.
O professor João de Deus Medeiros, da UFSC, ressalta que as araucárias centenárias são fundamentais para a conservação da variabilidade genética da espécie e para o equilíbrio do ecossistema, servindo de alimento para diversas espécies.
O projeto Conservador das Araucárias, desenvolvido pela Apremavi em parceria com a Tetra Pak, visa restaurar 7 mil hectares da Floresta com Araucárias, promovendo a coleta de sementes, produção de mudas e plantio, além de ações de conservação e adequação ambiental.
