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sexta-feira, 09 de outubro de 2026
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Jaraguá do Sul lança campanha para combater esporotricose em humanos e animais

Jaraguá do Sul lança campanha para combater esporotricose em humanos e animais
Jaraguá do Sul lança campanha para combater esporotricose em humanos e animais
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Jaraguá do Sul lançou uma campanha orientativa abrangente sobre a esporotricose, uma micose subcutânea que pode afetar tanto humanos quanto animais. A iniciativa, liderada pela Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, tem como objetivo principal informar a população sobre as características da doença, suas formas de prevenção e transmissão, os sintomas em diferentes hospedeiros, o ciclo da infecção e os locais adequados para buscar atendimento e tratamento.

As peças da campanha serão veiculadas na imprensa local e nos canais oficiais de comunicação da Prefeitura, incluindo site e redes sociais. Além disso, um folder detalhado sobre a esporotricose está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e em outros equipamentos públicos do município. Para facilitar o acesso a informações adicionais, as peças publicitárias contam com um QR Code que direciona o munícipe a conteúdos mais aprofundados sobre a doença.

A esporotricose é causada pelo fungo Sporothrix, comumente encontrado no meio ambiente, como solo, plantas, madeira e resíduos orgânicos em decomposição. Essa micose pode infectar uma variedade de seres vivos, incluindo humanos, gatos, cães, porcos e bovinos, sendo os gatos um dos principais transmissores para humanos devido ao seu comportamento de arranhar e morder.

Em humanos, a doença geralmente se manifesta inicialmente como uma lesão ou ferida semelhante a uma picada de inseto ou uma área de vermelhidão, que costuma ser dolorida. Sem tratamento, essa lesão pode evoluir, aumentando de tamanho e, em alguns casos, apresentando múltiplos nódulos enfileirados, formando um padrão conhecido como “rosário”. As feridas aparecem com mais frequência nas mãos, braços ou pernas, locais onde houve arranhadura, mordida ou contato direto com lesões de animais infectados, e podem levar semanas para cicatrizar.

Nos animais, especialmente gatos, os sintomas incluem feridas na pele com crostas ou secreção, mais comuns no nariz, cabeça, orelhas, membros e cauda. Essas lesões tendem a aumentar de tamanho e podem se espalhar para outras partes do corpo. Em casos mais avançados, o animal pode apresentar espirros, secreção nasal, dificuldade para se alimentar e perda de peso.

A prevenção e o tratamento adequado são cruciais. Em caso de suspeita em humanos, é fundamental informar ao profissional de saúde sobre qualquer contato recente com gatos ou ocorrência de arranhaduras/mordidas. O tratamento deve ser orientado por um médico. Para animais domésticos, o tratamento é de responsabilidade do tutor, que deve levar o pet a um médico veterinário de confiança. Ao manusear animais com feridas suspeitas, é essencial evitar o contato direto e utilizar luvas. A esporotricose é uma doença de notificação compulsória, o que significa que médicos veterinários devem informar os casos ao Programa de Controle de Zoonoses.

O Setor de Controle de Zoonoses da Prefeitura desempenha um papel vital no monitoramento dos casos de esporotricose animal, oferecendo vigilância, orientação aos tutores e acompanhamento das medidas de controle. O setor registra e acompanha os casos notificados, garante a aplicação de protocolos técnicos de manejo e tratamento, e promove orientações sobre isolamento de animais doentes, higienização do ambiente e prevenção da transmissão. Para dúvidas ou situações suspeitas, a população pode entrar em contato com o Controle de Zoonoses para orientações. Além disso, o aplicativo “Jaraguá na Mão” permite a solicitação de serviços e o registro de suspeitas de esporotricose em gatos.

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